Dois conceitos que não sei se são novos, mas tenho discutido recentemente.
O primeiro apareceu relacionado à Social Media onde timing é tudo. Trata-se simplesmente de encurtar caminhos, simplificar processos e lançar coisas sem esperar que estejam absolutamente acabadas, com a condição de, eventualmente, fazer ajustes no decorrer do processo de implementação.
É tentador. Quantas vezes não nos pegamos em situações onde há mais um pedido de revisão que leva a outro e acabam fazendo com que determinada ação perca a força e a oportunidade. Nesse caso há a vantagem de testar em ambiente real, se algo tem aderência, relevência e em canais de resposta rápida, isso pode acontecer em um ciclo de horas.
Por outro lado é real o risco de se queimar uma boa idéia expondo-a antes do tempo. Sempre há esse risco que em decisões corporativas pode significar perder tempo e dinheiro Mas sem risco não tem graça.
Em artes a coisa deve ser encarada de outra forma. O processo de amadurecimento da obra exige tempo. O maior desafio para o artista é exatamente sentir qual o momento de parar, e não o melhor momento de expô-la. Pode ser o desperdício de uma idéia forte, falar da obra antes do seu tempo, pode condicionar os acontecimentos seguintes a partir de uma interpretação superficial. É preciso sensibilidade para saber preservar a mensagem, a intenção original.
Fail fast é igualmente perigoso. é ousado, verdade. mas algumas coisas são sabidamente ruims e não precisariam ser levadas pra rua de qualquer forma. Acho que o mais importante desse conceito é o “fast”, ou seja, o que quer que se faça, descubra rápido se está funcionando. para mudar o rumo ou cancelar a coisa toda.
Voltando para Artes Plásticas, recentemente, nas discussões relativas à evolução de um trabalho que estávamos acompanhando, comentamos que o artista estava precisando “errar mais”, experimentar com coragem e com materiais mais simples, pra ver se o conceito se mantém.
Foi aí que surgiu a diferença. Esse artista estava com a percepção de que estava “errando” há muito tempo. Mas na verdade concluímos que ele estava “tentando acertar”. Diferença importante no processo criativo, que deve permitir o erro livre de compromissos externos e incorporá-lo ao próximo passo do fazer.
Talvez essa seja uma forma de olhar para os dois conceitos:
Don’t wait til it’s perfect (não tente acertar) x perfect x fail fast (erre mais)


Oba, gostei de ver discussão nova no site!