Tenho refletido bastante recentemente sobre os limites do corporativo em mim. Explico.
Quando deixo de ser um canal de comunicação corporativa sobre a empresa, ou um produto da empresa, onde trabalho e volto a ser eu mesmo? O persona física novamente? Onde desenhamos essa linha?
Acabo de ler esse artigo na Warc que descreve as differentes estratégias de Social Media de companhias como Intel, Best Buy e Samsung. Achei algumas estratégias um pouco assustadoras.
No caso da Intel, destaque para a frase : “Our goal is to empower any employee who would like to engage in conversation with customers on Intel’s behalf”
Ou seja, se eu fosse funcionário da companhia qualquer um poderia me acessar via twitter e esperar de mim um comportamento corporativo sobre os produtos da intel. Sem falar na dependência das marcas, ou melhor dizendo da pressão por ser coerente na utilização (e consequente publicação) de sarviços e produtos que podem ser eventualmente conflitantes com a marca que passo a representar.
Há uma distinção que acho que tem que ser feita e essa mistura de perfis me assusta um pouco.
Tenho um amigo que recentemente acabou tendo que fechar uma lista de discussão por estar associado a uma companhia que tinha críticos ferozes na lista. A associação foi imediata de sua Persona Física com a Parsona Jurídica que representava.
Por isso acredito que o limite está em nós. Há que se ter muito cuidado quando promovemos em nossos perfis sociais coisas que estão associadas a nossos interesses corporativos. Mesmo que seja uma declaração como usuário.
Eu particularmente não me sinto um canal de comunicação para uma determinada marca. Quero comentar aquilo que me interessa independentemente, sem vínculo e, com isso, manter alguma credibilidade. Pelo menos comigo mesmo.
Não é fácil, eu sei. Cada vez mais a sobreposição de papéis evidencia uma confusão de perfis. Junta-se a isso a facilidade de meios de publicação e temos frequentemente situações embaraçosas para ambos os lados, funcionário e empresa.
Eu prego a independência. Sou outra pessoa no ambiente social digital. Por mais “cool” que a marca que represento pode ser, não me sinto confortável em ser seu garoto propaganda.
A única marca que me interessa sou eu mesmo. Mas isso é assunto pra outro post.


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